Seu corpo foi feito para se movimentar — inclusive durante e depois do tratamento.

Durante o tratamento do câncer, é comum sentir que o corpo mudou. O cansaço pode aumentar, a força pode diminuir e alguns movimentos podem parecer mais difíceis.

Mas movimento não significa apenas fazer exercício. Movimentar-se pode significar caminhar, subir escadas, brincar, dançar, cuidar da casa, recuperar um movimento ou voltar, aos poucos, a fazer algo de que você gosta.

O mais importante é encontrar uma forma de movimento que faça sentido para o seu momento.

Por que o movimento pode fazer parte do cuidado?

Força

O tratamento e os períodos de menor atividade podem contribuir para perda de força. Exercícios adaptados podem ajudar a preservar ou recuperar a capacidade física.

Fadiga

Embora pareça contraditório, o movimento adequado pode fazer parte das estratégias para lidar com a fadiga relacionada ao câncer.

Autonomia

Manter ou recuperar capacidade física pode facilitar atividades como caminhar, trabalhar, subir escadas e cuidar da rotina.

Qualidade de vida

Sentir-se mais capaz de fazer as coisas que são importantes para você também faz parte do cuidado.

Não existe apenas um jeito de se movimentar.

Você não precisa gostar de academia para se movimentar. E não precisa correr uma maratona para considerar que está fazendo algo pelo seu corpo.

Caminhar

Uma forma acessível de começar ou retomar o movimento.

Exercícios de força

Podem ajudar na manutenção ou recuperação da força e da função.

Alongamento e mobilidade

Podem ajudar a recuperar movimentos que ficaram mais difíceis ou desconfortáveis.

Exercícios em casa

Algumas pessoas preferem começar em um ambiente conhecido e no próprio ritmo.

Academia

Para quem deseja realizar exercícios com equipamentos e desenvolver força e condicionamento.

Atividades que dão prazer

Dançar, nadar, pedalar, correr e outras atividades também podem fazer parte de uma vida ativa.

“Tenho medo de me exercitar e piorar alguma coisa.”

Esse medo é comum, especialmente quando o corpo passou por cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou outros tratamentos.

Existem situações em que o exercício precisa ser adaptado ou acompanhado. Por isso, o objetivo não é ignorar sintomas nem ultrapassar limites.

Mas ter um diagnóstico de câncer não significa automaticamente que você precisa permanecer em repouso ou evitar todos os exercícios.

Como posso começar?

1 – Comece de onde você está

Considere como está sua disposição, seus sintomas e o que consegue fazer hoje.

2 – Escolha algo possível

Alguns minutos de caminhada ou alguns movimentos podem ser um começo.

3 – Observe seu corpo

Perceba como você se sente durante e depois da atividade.

4 – Progrida aos poucos

O corpo pode ganhar força e condicionamento gradualmente.

Estou em tratamento. Posso me exercitar?

Para muitas pessoas, sim. Mas o tipo e a quantidade de exercício precisam considerar o momento do tratamento, os sintomas, as condições clínicas e possíveis limitações.

Em alguns dias você poderá fazer mais. Em outros, menos. Adaptar faz parte do processo.

Se você tem dúvidas sobre o que é seguro no seu caso, converse com sua equipe de saúde ou procure uma avaliação individual.

Quero voltar a fazer o que fazia antes.

Talvez você queira voltar à academia. Talvez queira correr, nadar, jogar vôlei ou simplesmente subir uma escada sem se sentir tão cansada.

A recuperação não precisa ser uma tentativa de voltar exatamente ao ponto em que você estava antes do câncer.

Você pode descobrir novos objetivos e construir uma relação diferente com seu corpo.

Qual movimento combina com você hoje?

Se você não sabe por onde começar, tudo bem. Você pode explorar os conteúdos gratuitos, entender melhor os exercícios ou procurar orientação individual.